Mostrando postagens com marcador Roberto Piva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roberto Piva. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
ROBERTO PIVA | O banquete do poeta
Marcadores:
Abraxas,
América Latina,
Entrevista,
Floriano Martins,
Poesia,
Roberto Piva,
Surrealismo
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
ROBERTO PIVA | No miolo do furacão
FM Piva,
anarquia ou anarquismo?
RP Anarquia.
Desordem total, sabotagem em regra, insubmissão absoluta. Como diz Léo Ferré, a
anarquia é a crítica desesperada, o desespero da solidão. Anarquia é a negação
de toda e qualquer autoridade, venha ela de onde vier.
FM Nós
vivemos aqui com um nós na garganta. O que fazer?
RP Acredito
com Nietzsche, na reaparição gradual do espírito dionisíaco no mundo
contemporâneo. Apesar da caretice generalizada desta década de 80, eu acredito
na grande explosão de Dionisus, deus do vinho, deus das bacanais, deus da
ecologia e orixá da vegetação. Aqui em São Paulo a polícia fechou uma sauna gay
de garotos da periferia e chamou os pais dos garotos na delegacia para
humilhá-los e então liberá-los. Foi só a sauna reabrir, e lá estavam todos os
garotos outra vez desafiando a autoridade policial, paterna e moral.
William Blake dizia que o desejo que se deixa
reprimir não era um desejo suficientemente forte. Debaixo dessa casca dormem
com um olho aberto todos os deuses pagãos. O golpe de estado erótico virá e
então será a guerra profetizada por Freud no seu livro Totem
& Tabu.
FM O
poeta surrealista negro Aimé Césaire, em um poema, diz: “Salve pássaros que
abrem com bicadas o verdadeiro ventre do pântano”. Você acha que ele se refere
à nossa época e aos poetas?
RP Claro.
O poeta é o que implode o verdadeiro ventre do pântano. Pode ser também o outsider, o louco, o adolescente revoltado, os bruxos, os
amantes fora-da-lei, os anárquicos, os drogados, os desordeiros, os visionários
etc. Me lembro agora de um verso também de Césaire, onde ele diz: “bárbaro eu a
serpente escarradora”. O título deste poema é Bárbaro. Ele termina numa orgia de sangue onde afirma
querer “atirar aos cães a carne aveludada de seu tórax”. Toda a poesia
verdadeira rima com revolta, amor e liberdade.
FM E
o bom-mocismo na atual poesia brasileira?
RP Artaud
afirmava que a poesia é exercício muscular. Jack Kerouac falava que os músculos
contêm a essência. A poesia é anterior às palavras. Grande parte da poesia
atual brasileira (e não só brasileira) não quer correr risco algum, tem medo do
perigo. Então assistimos a volta à poesia de gabinete, onde até a cor de sua
escrivaninha os poetas contam nas entrevistas. É uma poesia domada pelo
racionalismo cartesiano. Uma poesia de trinta anos atrás que se apoiava na
indústria, dançou com o modelo industrial nesta época pós-industrial de
biotecnologia e energia solar.
FM Caminhamos
para uma sociedade policial?
RP O
monopólio da informação e dos midia nacionais
favorece a subordinação administrativa no seu papel de controle social, de
burocratização do Mundo, segundo a palavra de Max Weber. A imagem do Estado
policial popularizado pelo esquerdismo é retomada com mais variantes pelos
ecologistas que sublinham não o seu caráter violento, mas a sua vontade de
normalização. Trata-se menos de uma repressão franca e policial do que de uma
opressão insidiosa caracterizada pelo domínio do conjunto dos comportamentos.
As grandes vítimas desse tipo de normalização, no nosso tempo, foram:
Fassbinder, Mishima e Pasolini. Pasolini dizia que o mundo caminhava no sentido
de adotar os valores e comportamentos da classe média. Ele foi assassinado por
um garoto michê marginal integrado, isto é, um garoto sub-proletário porém com
todos os valores da classe média na cabeça. Daqueles que querem uma moto para
colocar na garupa uma garota ornamental. Jim Morrison falava nos anos 60 que
quem tem o poder da mídia tem o poder da mente. Zé Celso cansou de dizer que a
mídia impõe a mensagem. Daí o consumo imposto pelos mídia de alimentos-sucata,
de comportamentos-sucata de 50 anos atrás etc.
FM Qual
a sua atividade no momento?
RP Erotizar
e contemplar a árvore de qualidade colérica de que fala Jacob Böehme.
FM Quando
você caminha pelas ruas de São Paulo o que mais chama sua atenção?
RP Os
anões tagarelas, a enfermidade Silêncio, o Controle Central, os macacos não
regenerados e os sobreviventes.
FM Qual
a sua profecia para este final de década?
RP É
o princípio do fim. Talvez garotos suburbanos com corpos pintados e máscaras de
folhas espalhem um saudável terror com suas garras de leopardo envenenadas.
Depois entrarão em cena os acadêmicos da morte, imitações supersônicas e
agentes biológicos de inanição. Tudo sob um luminoso em néon escrito DIREITO. Em seguida o Apodrecimento Saturniano Vermelho
fará sua aparição num cortejo de macacos de TV e bactérias.
[1986]
NOTA
O poeta
Roberto Piva (Brasil, 1937) tem aquela que talvez seja a obra poética mais
incomum no âmbito de uma tradição lírica brasileira. Desde 1961, quando surge
com a plaquete Ode a Fernando Pessoa, por um total de 20 anos seus
livros circulam quase que clandestinamente, considerando sua precária
distribuição, sobretudo fora da cidade de São Paulo. Em 1985 finalmente se
publica uma antologia de sua poesia, porém logo em seguida ele fica por 12 anos
sem publicar livros, ressurgindo apenas em 1997 com Ciclones.
Somente agora no início deste século a Editora Globo, em um brilhante trabalho
de Alcir Pécora, vem publicando as obras reunidas de Roberto Piva, em um
planejamento editorial que prevê três volumes, dos quais acaba de sair o
segundo. A entrevista que aqui recuperamos foi feita em 1986, tendo sua
publicação original no SLMG # 1038 (Minas Gerais, 30/08/1986).
Houve algo duplamente atípico na ocasião: em primeiro lugar, Piva perdeu as
minhas perguntas e como eu também havia ficado sem uma cópia das mesmas, ele
tratou de reescrevê-las de acordo com o que lhe restava na memória, o que torna
o texto a seguir praticamente uma auto-entrevista. Em segundo lugar, embora a
edição da mesma tenha ficado graficamente bem resolvida, incluindo uma mostra
de poemas, a direção do Suplemento resolveu censurar algumas
passagens, o que acabou resultando no meu afastamento após cinco anos de
intensa colaboração com aquele órgão. O contratempo acabou nos deixando de tal
forma desgostosos que nem mesmo guardamos exemplar da referida edição. Somente
este mês, enquanto buscava outros papéis, é que localizei uma fotocópia da
entrevista que, mesmo considerando os cortes violentos, é documento válido e
ajuda a consolidar a força deste brilhante poeta que é Roberto Piva. Abraxas
Marcadores:
Abraxas,
Brasil,
Crítica,
Entrevista,
Floriano Martins,
Poesia,
Roberto Piva,
Surrealismo
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
ROBERTO PIVA | El banquete del poeta
FM
Durante los años 1959 a 1961, asististe a un curso sobre la Divina Comedia, dictado por Edoardo Bizzarri,
en el Instituto Cultural Ítalo-Brasilero. ¿Dante habría sido la puerta de
entrada a tu poesía?
RP Yo
no tenía ningún interés en ser poeta. Yo quería ser gángster. Por entonces
andaba por las calles de San Pablo, armado con revólver, con sobretodo,
imitando las películas de gángster norteamericanos, Humphrey Bogart etc. El
problema es que no logré ser gángster. Entonces terminé escribiendo poesía, que
es una forma de incentivar el gangsterismo. Este curso sobre la Divina Comedia fue dado por el entonces
agregado cultural de Italia en el Brasil, y allí comentamos y discutimos los
tres libros de la Comedia (Infierno, Purgatorio y Paraíso), un año para
cada libro. Yo asistí los tres años. Lo que ocurrió es que Dante, como todo
verdadero poeta, era un nómada. Fue expulsado de su ciudad, chocó con todos los
poderes constituidos de la ciudad, con el tipo de gobierno que había allá, y
pasó la vida como nómada, a cada rato en la corte de un noble de esos que le
daba guarida. Yo también me sentía muy nómada, y muy identificado con todos los
personajes de Dante. Yo tal vez no sea nada más que un personaje del Infierno
de Dante, que saltó fuera de la obra para dejar la realidad en completo
desorden.
FM En
una entrevista que le hice a Claudio Willer, él me habló de ciertas lecturas de
Heidegger que ustedes hacían en la casa de Vicente Ferreira da Silva.
RP
Vicente fue el único filósofo original que tuvo el Brasil. Era un tío que
cumplía, no literariamente, no vegetarianamente, la proposición de Oswald de
Andrade, de antropofagia. Para él, antropofagia era realmente antropofagia. No
era esa cosa literaria, pasteurizada, que esos profesores de literatura están
intentando hacer. Para él, era devorar al otro, comer al otro, comer, matar y
comer. Él creía que esto era lo fundamental, porque era un filósofo dionisíaco,
un filósofo del delirio. Como las Bacantes, tiene que llegar hasta allá y
despedazar, matar a los Penteos y devorar. Tiene que ser devorado, que ser
estuprado. Vicente leía al pie de la letra la antropofagia, y era íntimo amigo
de Oswald de Andrade. De ahí que fueran lecturas y discusiones de Heidegger y
otros filósofos, y otros autores entre mucha gente, porque la casa de Vicente
era un espacio cosmopolita, que frecuentaban tíos del mundo entero, desde
Guimarães Rosa, pasando por físicos italianos, poetas franceses, críticos
norteamericanos, etc. De ahí que creo que 99,9% de los poetas brasileños son
altamente provincianos. Probablemente el único poeta brasileño no provinciano
fue Murilo Mendes, dotado de una visión internacional, general, cosmopolita.
Por eso es que mi gran influencia en el Brasil es Murilo Mendes, y esto en
todos los sentidos, porque yo venía de una escuela que era la misma que la de
Vicente Ferreira da Silva, y mi propia formación, siempre en contacto con
personas de varias nacionalidades. Yo salí fuera de la tribu, al mismo tiempo
conociendo profundamente esa tribu. Entones ese provincianismo de escuelita, de
capillitas, de tertulias caretas de literatura, esa cosa de grupo, de
tipo individuo que va al diario y sólo elogia a los del grupo del él, todo eso
es una cosa mediocre, una cosa provinciana que existe entre 99,9% de los poetas
brasileños. Y en la casa de Vicente no había eso. Allí se discutía Heidegger,
se discutía Fernando Pessoa. Allí conocí, por ejemplo, a Eudoro de Sousa, famoso
intelectual portugués, exégeta de Fernando Pessoa. Eran momentos de gran
participación, nuestras lecturas de poesía, nuestras discusiones sobre
Heidegger. En la Universidad de San Pablo, fíjate bien, los comunistas de la
Universidad de San Pablo, los positivistas, nos miraban como a chiquillada. En
esos tiempos Vicente y la esposa de él, Dora Ferreira da Silva, nos recibían de
la misma forma como a un Guimarães Rosa. Esto era formidable. Mientras el
personal de la USP nos estaba siempre marginalizando. Actualmente son los
mismos tíos de la USP, que en aquella época combatieron mi libro Paranóia (1963), los que, cuando me ven,
abren mucho los ojos y quedan boquiabiertos, porque encuentran una cosa
maravillosa, brillante, y que descubrieron veinte años después. Entre tanto
Vicente, ya en aquella época -él murió en seguida-, mostraba nuestros textos a
todas esas personas, y discutía con nosotros con la misma seriedad con que
discutía con un Ernesto Grassi, un Eudoro de Sousa, un Guimarães Rosa. En fin,
todos bebíamos la misma porción de ese caldo filosófico que era la casa de
Vicente Ferreira da Silva.
FM
Hay en tu poesía innumerables referencias musicales -“Miles Davis a 150
quilómetros por hora / cazando mis visiones como un demonio”; o “Paul Desmond
con su saxo alto floreando en stacatto mi departamento”-, casi siempre jazzísticas.
RP El
ritmo del jazz es inseparable de mi poesía. Además, ahora que está de moda Chet
Baker, habrás visto que en 1963 yo ya hablo de él en un verso mío. Ahora está
de moda, lo descubrieron cuando está en la ruina, cuando está en franca
decadencia, convidando a unos babiecas de Río de Janeiro, una gente que no sabe
lo que dice ni lo que toca, para tocar con él. Democratizó su energía, y ahí
perdió todo la fuerza. Actualmente es un tío totalmente sin garra, sin aquella
genialidad, si aquella energía de transformación y de invención que tenía,
hasta el punto de influir en nuestra Bossa Nova. Todo ese balanceo de la bossa es el balanceo de mi poesía. Una
poesía sin música, sin juego de cintura, es una poesía rígida, de los
comunistas, de los marxistas, una poesía absolutamente trancada dentro de una
tumba, que es la tumba del leninismo, que ya está hediendo. Claro que el rock
también me influenció, pero no tuvo la misma importancia que el jazz, el cool
jazz. Pero hay evidentemente una influencia del rock, ya que personas como Jim
Morrison, Bob Dylan, Frank Zappa, son excelentes poetas. Entonces el rock me
influenció también, e incluso antes que jazz. Yo fui, por ejemplo, uno de los
que en 1957 fui a recibir a Bill Haley, con un grupo de jóvenes, allá en la
Praça do Patriarca, donde él se hospedó. Fuimos a hacer una manifestación de
cariño, de afecto. Posteriormente el jazz me influenció, y luego, en seguida,
la Bossa Nova. Yo fui un apasionado de la Bossa Nova. Entonces esas tres
corrientes -el rock, la Bossa Nova y principalmente el jazz- son una constante
de la influencia musical en mi obra.
FM
Hay el siguiente pasaje en el libro 20
poemas com brócoli (1981): “no seré vuestro postre en esta corta temporada
en el infierno”. ¿La rebeldía sería el último camino para el arte en el sentido
de terminar con el dopping de la
sociedad de consumo? ¿O incluso esa negación ya habría absorbida por el statu quo, convirtiéndose, para usar
palabras de Luís Costa Lima, en la “propia institución burguesa de lo poético”?
RP Mi
obra tiene que ser vista como un plan de fuga de esta civilización. Todo lo que
yo escribo, todo lo que hablo, lo que vivo, todas las montadas que doy, es
porque no tengo plata. Por eso yo quería ser gángster, para tener mucho dinero
y escapar de esta civilización, vivir en una isla, saltar afuera, vivir entre
mahometanos, yo qué sé. Se trata de un plan de fuga de esta civilización. Es
evidente que toda la poesía, que gran parte de la poesía brasileña, actualmente
está pasteurizada y combinada con los medios. Hay diarios brasileños -y sus
suplementos- que son verdaderos lobbies editoriales. Las redacciones de
esos diarios intentan conseguir poetas que puedan ofrecer al público una visión
uniforme de la poesía brasileña. Hay por lo tanto una castración, en proceso,
una castración en masa. Entonces es hora de que los verdaderos poetas salgan de
ese circuito, de nuevo, y paren con eso
eterno de emerger y sumergirse, porque la pasteurización está allí, cada
día los versitos están más bien educados, las bordadoras de poesía están de
vuelta, todo eso. Entonces, yo creo que una poesía-borracha, una
poesía-cancerosa, una poesía-lisérgica, ésta jamás será alquilada por el
sistema.
FM
¿Crees que la vida se modifique, que el hombre se perfeccione?
RP La
vida es un montón de ruinas. No existe evolución, ninguna cosa. Y cada día más
las personas están volviendo prácticamente a una edad de piedra de la cual
nunca salieron. Vale la pena escribir porque tres o cuatro personas, media
docena aquí, otros tantos allá, amigos, un pequeño grupo de personas, en mi
caso los muchachos de los suburbios, los muchachos subproletarios, en fin,
ellos son personas que se identifican mucho con el tipo de cosas que yo escribo,
porque ellos no tienen que eliminar, ellos no tienen que sacarse de la cabeza
un principio básico para entender mi poesía, la palabra criminal. Una poesía
cuya trasgresión apunta, en última instancia, al crimen, y a la anarquía
generalizada -no al anarquismo-, sino a la Anarquía. Mi poesía no es más que la
tentativa de instaurar ese desorden en lo cotidiano de las personas.
FM
Recuerdo aquí a Pasolini: “Tal vez la verdadera tragedia de todo poeta sea la
de alcanzar el mundo sólo
metafóricamente, según las reglas de una magia definitivamente limitada en su apropiación del mundo”.
RP No
tengas dudas, el poeta es un solitario. Poeta que no es solitario, son los
poetas oficiales, profesores universitarios bien situados, casados, derechitos.
Hay toda una mass media atrás de eso, apuntando a transformar la poesía
en una armadilla más que hace mover el rebaño. Entonces esa especie de
complicidad de esas personas con el sistema mira a la venta de obras, o sea,
una poesía hecha en función del ego. Mi poesía no está hecha en función del
ego, sino en función del delirio. Yo sólo creo en el delirio, una de cuyas
manifestaciones es la poesía. Y estoy muy próximo del arte bruto, del arte con
locos, con niños, de mis amigos grafiteros de paredes… La poesía es para
conducir a esto. La poesía, dice Lautréamont, debe ser hecha por todos. No para
todos, sino por todos, cada uno a su manera. Ahora, querer imponer al pueblo
brasileño una escuela, un único capítulo de la historia de la literatura como el
capítulo, esto es un absurdo. Existen millares. La verdad es la variedad.
Fuera de esto es la uniformidad, la cosa totalitaria que ellos quieren imponer,
tanto los de derecha como los de izquierda y los de centro, los de arriba, los
de abajo, todos quieren una visión uniforme de la vida, como si eso fuera
posible. Entonces todos están ahí, queriendo poner esa máscara, imponer esa
tumba a la sociedad brasileña, a la juventud. Ahora, lo sabes bien, está aquel
principio zen, aquel principio taoísta: cuanto más practicas el no actuar, más
las cosas corren a tu favor.
FM
Cierro recordando una declaración reciente de Pepe Escobar, publicada en Folha
de S. Paulo (27/07/85): “En el
Brasil no existe ni siquiera una poesía trágica capaz de compensar nuestro descarrilamiento
histórico. No tenemos ni una Odisea que retrate dignamente la agonía de nuestro pueblo. Falta hasta
la pura y simple calentura en la
cultura brasileña. Todo gira en torno a compromisos de clubes, mantecados de
sublirismo. Y todo cae en la impenitente banalización.”
RP
Pues sí, es todo esto de que acabamos de hablar. Y todo gira en torno de una
única palabra: provincianismo. Y el individuo
siendo provinciano está perdido. Si entra en ese juego de los media, está
perdido. Porque eso pasa. Como dice una frase de frase de Brecht: “de las
ciudades sólo va a sobrar el viento que pasa sobre ellas”.
[1985]
ROBERTO PIVA (BRASIL,
1937-2010)
Paranóia. Massao Ohno Editor. São Paulo. 1963. / Piazzas. Massao Ohno Editor. São Paulo.
1964. / Abra os olhos & diga ah.
Massao Ohno Editor. São Paulo. 1975. / Coxas.
Edição Feira de Poesia. São Paulo. 1979. / 20
poemas com brócoli. Massao Ohno Editor. São Paulo. 1981. / Quizumba. Global Editora. São Paulo. 1983. / Ciclones. Nanquim
Editorial. São Paulo. 1998.
[Escritura conquistada. Conversaciones con poetas de Latinoamérica. 2 tomos. Caracas: Fundación Editorial El Perro y La Rana. 2010.]
Marcadores:
Abraxas,
Entrevista,
Escritura Conquistada,
Floriano Martins,
Poesía,
Roberto Piva
Assinar:
Postagens (Atom)


